A salvação estava nos planos de Deus na eternidade passada, e o método dessa salvação reside na pessoa e na obra de Seu Filho amado, o Senhor Jesus. Ao considerarmos a obra da salvação, uma das verdades que aprendemos é que Cristo foi o nosso substituto. Com isso, queremos dizer que o Senhor Jesus Cristo morreu no lugar dos pecadores.
A palavra "substituição" em si não está na Bíblia, mas o ensinamento está presente tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Por exemplo, quando Abraão foi instruído a oferecer seu filho Isaque em sacrifício no Monte Moriá, houve uma substituição de última hora quando sua atenção foi atraída por um carneiro preso pelos chifres em um arbusto. Lemos que ele "o ofereceu em holocausto". em vez de de seu filho.”
A primeira pergunta que podemos fazer em relação ao ensino da substituição é: por que precisamos de um substituto? A Bíblia deixa bem claro que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” e que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 3:23, 6:23). Devemos ser honestos conosco mesmos e aceitar que essas afirmações se aplicam a cada um de nós. Mas a Bíblia oferece uma saída para todos aqueles que a aceitam.
O Senhor Jesus se referiu a isso no evangelho quando declarou que “o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:28, Marcos 10:45). O que Ele estava nos ensinando era que a Sua morte seria o pagamento em lugar de muitos. Em Hebreus 9:27-28, lemos: “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo; assim também Cristo foi oferecido para tirar os pecados de muitos”.”
No Novo Testamento, essa ideia de substituição traz consigo o pensamento de “no lugar de” e “para o benefício de”. Isso é encontrado tanto em 2 Coríntios 5:21: “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”, quanto em 1 Pedro 3:18: “Porque também Cristo sofreu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado pelo Espírito”.”
Para que Ele fosse nosso substituto, três coisas precisavam acontecer: Ele precisava estar disponível, qualificado e disposto. Vemos um belo exemplo disso em Mateus 8:1-4, quando um leproso veio ao Senhor Jesus. Eles haviam descido da montanha, e Ele se colocou à disposição. O homem acreditava que Jesus era qualificado e capaz de curá-lo, mas sua pergunta foi: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me‘. Então Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: ’Quero; seja purificado”. E imediatamente a lepra desapareceu.”
Quando surgia a pergunta: “A quem enviarei? Quem irá por nós?”, o Senhor Jesus respondia: “Eu estou disponível: Eis-me aqui, envia-me a mim mesmo”. Ele era o Filho de Deus imaculado e sem pecado, qualificado para ser o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Paulo nos lembra que Ele estava disposto porque era “o Filho de Deus que me amou e se entregou por mim”.”
Oh, que possamos apreciar de uma forma renovada que o Senhor Jesus foi o nosso substituto e que possamos dizer com o autor do hino:
Ó Cristo, que fardos inclinaram a Tua cabeça!
Nosso fardo foi colocado sobre Ti;
Tu te colocaste no lugar dos pecadores,
Você suportou todo o mal por mim.
Uma vítima liderou. Teu sangue foi derramado!
Agora não tenho mais carga.