“Graças à misericórdia do Senhor não somos consumidos, porque as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade.”
Lamentações 3:22-23
A misericórdia se manifesta na vida de todo crente! Um grande exemplo dessa misericórdia encontra-se em Lucas 10, na parábola do Bom Samaritano. Quando o Bom Samaritano tratou dos ferimentos do homem que havia sido espancado e roubado, demonstrou misericórdia. Quando o levou para a hospedaria mais próxima e pagou sua estadia até que se recuperasse, demonstrou graça! Sua misericórdia aliviou a dor e sua graça providenciou a cura!
A maneira mais óbvia de demonstrarmos misericórdia é por meio de atos físicos, como fez o Bom Samaritano. Conforme o Senhor Jesus ordenou especificamente, devemos alimentar os famintos, vestir os nus, visitar os doentes e os presos e oferecer ajuda prática sempre que possível! Em Mateus 5:7, o Senhor diz: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. Essa ideia de demonstrar misericórdia não é exclusiva do Novo Testamento. Veja o que Deuteronômio 15:7-8 diz sobre demonstrar misericórdia: “Se houver entre vocês algum pobre, dentre seus irmãos, em alguma das cidades da terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, não endureçam o coração, nem fechem a mão para o seu irmão pobre; ao contrário, abram-lhe a mão generosamente e emprestem-lhe o suficiente para suprir a sua necessidade, seja qual for”.”
Paulo nos lembra: “Portanto, como eleitos de Deus, santos e amados, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e longanimidade. Suportem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente, caso alguém tenha queixa contra o outro. Assim como o Senhor os perdoou, perdoem também vocês.”
A misericórdia deve ser demonstrada tanto pela nossa atitude quanto pelas nossas ações. A misericórdia não guarda rancor, não nutre ressentimento, não se aproveita das falhas ou fraquezas alheias, nem divulga o pecado de outra pessoa.
A misericórdia demonstra compaixão, como o Senhor Jesus demonstrou na cruz quando pôde dizer: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Ao ladrão arrependido na cruz, a misericórdia pôde dizer: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (v. 43).
A misericórdia deve ser vista na maneira como nos corrigimos uns aos outros: “corrigindo com humildade os que se opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem a verdade…” (2 Timóteo 2:25). Judas retoma o mesmo pensamento, dizendo: “Conservem-se no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. Tenham compaixão de alguns, fazendo distinção; mas salvem outros com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a roupa contaminada pela carne” (Judas 21-23).
Também poderíamos dizer que podemos demonstrar misericórdia orando uns pelos outros e estendendo a mão aos perdidos.
Em Mateus 18:23-35, o Senhor Jesus conta a parábola do servo impiedoso. O primeiro servo devia ao seu senhor uma grande dívida que não podia pagar, e implorou que o senhor tivesse paciência com ele. Poderíamos dizer que ele implorou por misericórdia! Mas, uma vez perdoado, ele foi até alguém que lhe devia muito menos em comparação, exigiu que cada centavo fosse pago e o mandou prender. Quando o senhor ouviu isso, “chamou-o e disse-lhe: ‘Servo mau! Eu te perdoei toda aquela dívida porque me suplicaste. E não devias tu também ter misericórdia do teu companheiro, como eu tive misericórdia de ti?’” (Mt 18:32-33).
Âncora de hoje:
Como vimos, nos foi demonstrada misericórdia ilimitada que cancela nossa dívida impagável do pecado. Continuamos a receber misericórdia todos os dias. Como podemos, então, recusar-nos a demonstrar misericórdia àqueles que cruzam nosso caminho?