“"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como a do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."”
João 1:14
O Evangelho de João começa declarando o Senhor Jesus Cristo como o Verbo Eterno: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (João 1:1-2). Ele não teve um princípio, mas sempre existiu. O Verbo era, O termo usado nos dois primeiros versículos está no pretérito imperfeito, o que significa que descreve uma ação contínua. Isso significa que o Verbo Eterno era continuamente o que sempre fora — o Verbo Eterno e o Filho Eterno. Nos versículos 1 e 2, vemos a Ele como o Verbo preexistente.
No versículo 3, lemos sobre Ele como o Verbo Criador: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Foi por meio de Seu Filho que tudo veio à existência pela palavra: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo” (Hebreus 1:1-2). Como Criador, “Ele falou, e tudo se fez; ordenou, e tudo se firmou” (Salmo 33:9). Ele é o Criador e Sustentador de todas as coisas, “sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1:3).
Esses versículos, juntamente com os versículos 4 e 5, também nos ensinam que o Senhor Jesus é o Verbo autoexistente: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. Isso se refere a mais do que simplesmente à vida física; também fala da vida espiritual. Como Filho do Homem, Ele era a vida dos homens; como Filho de Deus, as trevas não podiam compreendê-Lo.
Este Bem-aventurado, que é o Verbo Preexistente, o Verbo Criador e o Verbo Autoexistente, tornou-se o Verbo Encarnado. Este que era—que permaneceu continuamente o que sempre fora—tornou-se o que Ele não tinha sido antes. Como isso era possível? Foi porque “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Isso foi prometido há muito tempo e se cumpriu por meio da obra do Espírito Santo (Isaías 7:14; Mateus 1:18-25; Lucas 1:26-38). Ele foi o maior dom de Deus e Sua mensagem final para a humanidade (Hebreus 1:1-4). Essa verdade é digna de nossa mais profunda reflexão e proclamação ousada, levando-nos a dizer: “Graças a Deus por Seu dom indescritível!” (2 Coríntios 9:15).
Âncora de hoje:
O Filho em quem habita a plenitude, por meio de quem fluem todas as glórias,
Tu assumiste a forma de um servo para que Deus pudesse conhecer as criaturas;
Nossa fonte, nossa Cabeça, nós Te adoramos; Digno és Tu para sempre.